Pontos de açaí passam por fiscalização após morte por doença de Chagas em Ananindeua
08/01/2026
(Foto: Reprodução) Pontos de venda de açaí passaram por fiscalização nesta quinta-feira (8) no bairro Cidade Nova 6
Prefeitura de Ananindeua
Após a morte de um jovem de 26 anos com diagnóstico de doença de Chagas, pontos de venda de açaí passaram por fiscalização nesta quinta-feira (8) no bairro Cidade Nova 6, em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém. O município confirma três casos da doença e investiga outros sete suspeitos.
Prefeitura de Ananindeua interdita pontos de venda de açaí após suspeita de doença de Chagas
Diagnosticado com doença de Chagas, jovem de 26 anos morre em Ananindeua, na Grande Belém
As vistorias foram feitas por equipes da Secretaria Municipal de Saúde de Ananindeua, por meio da Vigilância Sanitária e da Vigilância Ambiental, e avaliaram as condições de higiene, o processamento e a manipulação do açaí, além da regularidade sanitária dos estabelecimentos.
Como medida preventiva de saúde pública, um ponto de venda foi interditado e outros estabelecimentos foram notificados por comercializar açaí sem o selo sanitário “Açaí Bom que Só”, segundo a secretaria.
Morte e investigação epidemiológica
A vítima é Ronald Maia da Silva, que apresentou os primeiros sintomas no início de dezembro. Ele passou por atendimentos em uma UPA de Ananindeua e em unidades de saúde de Belém, mas ficou mais de 20 dias sem diagnóstico fechado. Ronald morreu no dia 31 de dezembro, após sete dias internado em um pronto-socorro da capital.
Na certidão de óbito consta o diagnóstico de doença de Chagas. A Secretaria Municipal de Saúde informou que aguarda a complementação de dados clínicos e laboratoriais para o fechamento epidemiológico do caso.
Relação entre açaí e doença de Chagas
Na região amazônica, a principal forma de transmissão da doença de Chagas ocorre por via oral, associada ao consumo de alimentos contaminados, especialmente o açaí, quando o fruto não passa por processos adequados de higiene e branqueamento.
A contaminação pode acontecer quando o açaí entra em contato com resíduos do inseto barbeiro, transmissor da doença, durante a colheita, o transporte ou o processamento.
Sem diagnóstico e tratamento precoces, a doença pode evoluir de forma silenciosa e provocar complicações graves no coração, podendo levar à morte.
Sintomas e quando procurar atendimento
Os principais sintomas iniciais incluem:
febre persistente
mal-estar e cansaço intenso
dor de cabeça
inchaço no rosto ou nas pálpebras
náuseas, vômitos e dor abdominal
Pessoas que apresentarem esses sintomas após consumir alimentos suspeitos devem procurar imediatamente uma Unidade Básica de Saúde ou Clínica Saúde da Família.
Denúncias e orientação à população
A Vigilância em Saúde orienta que a população priorize a compra de açaí em estabelecimentos regularizados, com selo sanitário visível.
Denúncias sobre irregularidades podem ser feitas pelo telefone (91) 98051-1967, das 8h às 18h.
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