Menino picado por jararaca recebe alta após tratamento especializado no Hospital Regional do Baixo Amazonas
24/02/2026
(Foto: Reprodução) João Paulo Soares Mendes, de 5 anos, com família e o time cuidador do HRBA
Reprodução/Ascom HRBA
No dia 14 de janeiro, João Paulo Soares Mendes, de 5 anos, foi picado por uma cobra jararaca na mão esquerda, no município de Novo Progresso, no sudoeste do Pará. Após dias de angústia para a família, o menino recebeu alta no último fim de semana do Hospital Regional do Baixo Amazonas Dr. Waldemar Penna, em Santarém, oeste do estado.
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A mãe da criança, Leidiane Soares Santos, relatou que o acidente ocorreu enquanto o filho e o irmão colhiam goiaba em um sítio. Ao contextualizar o momento, ela afirmou: “A gente estava próximo dele. O João e o irmão foram pegar goiaba e acho que a cobra estava camuflada. Só sei que já vieram gritando de lá”. Segundo ela, a família prestou os primeiros socorros e buscou atendimento imediato em Novo Progresso antes da transferência para Santarém.
Quando chegou ao HRBA, o menino apresentava bolhas, necrose e intenso inchaço na mão esquerda. Ele foi acompanhado por equipes de cirurgia pediátrica, cirurgia vascular, infectologia, pediatria, fisioterapia e pelo time cuidador de pele da unidade.
A pediatra Francivalda Batista Bernardes Calçado destacou que o tratamento evitou um procedimento cirúrgico e trouxe uma recuperação acima do esperado. Ao explicar a evolução do quadro, declarou: “Ele evoluiu muito bem, foi uma recuperação acima do esperado pela gravidade das lesões. Recebeu alta e não vai ficar com sequelas”.
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Tratamento especializado
Durante a internação, João Paulo recebeu antibióticos, analgesia, sessões de fisioterapia e diversos curativos especializados. O time cuidador de pele utilizou técnicas como laserterapia, ozonioterapia, coberturas com carvão ativado com prata, alginato com prata e curativos a vácuo.
Somente no ano passado, o hospital realizou 6.545 procedimentos para tratamento de feridas, média de 545 por mês. A unidade é a única da região do Baixo Amazonas a ofertar esse serviço pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O enfermeiro Domício Farias, responsável técnico do ambulatório de feridas, explicou que o estado inicial da criança era grave, com risco de amputação. Ele ressaltou: “Essa criança chegou aqui em um estado grave, até com risco de amputação do membro, e conseguimos reverter esse quadro com nossos cuidados baseados em protocolos”.
Recuperação dos movimentos
Além das lesões na pele, o menino apresentou fraqueza e limitação dos movimentos da mão e do braço esquerdo. A fisioterapeuta Sthefane Carneiro explicou que o trabalho foi focado na retomada da funcionalidade. “Ele chegou com a mão muito inchada, rígida e com muita dor. Ver ele saindo daqui fazendo os movimentos ativamente é uma felicidade muito grande”, afirmou.
A mãe da criança acompanhou todo o processo e fez questão de agradecer a equipe. Ao relatar o estado inicial da mão do filho e a recuperação alcançada, declarou: “A mão dele estava começando a necrosar bastante. Hoje estou saindo agradecida”.
Com alta hospitalar e sem sequelas, João Paulo seguirá em acompanhamento fisioterapêutico.
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