Em Oriximiná, mulheres fazem curso de construção civil no projeto 'Educação pela Amazônia'

  • 06/02/2026
(Foto: Reprodução)
Mulheres colocam em prática aprendizado em curso de construção civil Mulheres que optam por seguir carreira no ramo da construção civil ainda precisam ter muito jogo de cintura para lidar com o dia a dia em um ambiente de trabalho predominantemente masculino, o que inclui também a busca pela capacitação profissional. Em Oriximiná, no oeste do Pará, um grupo de 30 mulheres — todas mães de família — está desafiando as estatísticas e os preconceitos ao ocupar canteiros de obras aprendendo o ofício em um curso profissionalizante. ✅ Clique aqui e siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp Elas são as protagonistas do projeto "Educação pela Amazônia", que oferece formação profissionalizante em duas áreas tradicionalmente dominadas por homens: Pedreiro de Alvenaria e Carpintaria de Construção Civil. Para além do aprendizado técnico de como levantar uma parede ou estruturar um telhado, o programa visa promover impacto direto na autonomia das mulheres participantes do curso. Segundo a coordenadora do curso, Isabele Silva Vasconcelos, a jornada das mulheres na formação tem sido muito positiva. Ela conta que muitas delas chegaram sem experiência nenhuma e hoje já conseguem executar atividades práticas com mais segurança e confiança. "Temos visto um grande empenho, dedicação e interesse das alunos em aprender uma área que antes era predominante masculina. Além da parte técnica, o curso também tem fortalecido a autoestima e a independência dessas mulheres, mostrando que elas são capazes de ocupar qualquer espaço no mercado de trabalho. Para nós, esse projeto é muito importante porque gera oportunidade, inclusão e transformação social. Estamos muito felizes com o resultado até agora", destacou Isabele. Mulheres colocando em prática o que aprenderam no curso de construção civil Divulgação Aprendizado para a vida Muitas das participantes do curso são chefes de família que veem na construção civil uma oportunidade concreta de independência financeira e de inserção em um mercado de trabalho que, até pouco tempo, fechava as portas para elas. O curso não foca apenas no "saber fazer", mas na verticalização da mão de obra feminina no interior do estado, transformando a realidade socioeconômica de Oriximiná. Para Rosimeire Nascimento, 54 anos, viúva, o curso chegou em boa hora. "Eu sempre tive curiosidade em serviços como esse e veio para preencher uma lacuna que faltava no meu conhecimento. Eu estou amando esse curso e eu aprendi coisas que eu não sabia, como a mistura de uma massa pra reboco, uma massa pra chapisco. Espero que mais oportunidades como essa venham pra Oriximiná", disse. Jandira Pereira Silva, 39 anos, chefe de família, vê no curso uma possibilidade de inserção do mercado de trabalho. "Eu não esperava um curso como esse voltado para mulheres, e quando eu soube que ia ter eu abracei com unhas e dentes. Sou mãe-solo, então esse curso é uma oportunidade para as mulheres conseguirem trabalho e terem renda pra sustentar suas famílias. Aqui eu aprendi a rebocar, sentar tijolo, preparar a massa. Não é só homem que pode trabalhar como pedreiro, mulher também pode". O conhecimento adquirido no curso pode ser aplicado tanto no mercado de trabalho quanto no dia a dia das participantes, como destaca a chefe de família Jaiane Tavares, 36 anos. "A gente tem aquela curiosidade de ver como é que faz, tanto para uma oportunidade de trabalho quanto para o nosso dia a dia, porque a gente precisa cada vez mais aperfeiçoar o nosso conhecimento. As dificuldades vêm, mas a gente está aí pra enfrentar e procurar fazer acontecer de verdade". Angelina Barboza Costabili, 47 anos, outra chefe de família participante do curso está entusiasmada com o aprendizado. "Quando eu soube desse curso eu vi uma oportunidade de aprender sobre a construção civil e está sendo muito proveitoso. Eu espero que venham mais cursos pra ampliar o nosso conhecimento". A iniciativa é executada pelo Centro de Estudos Sociais Interestadual (CESI) com o aporte financeiro da Mineração Rio do Norte (MRN). É um exemplo claro de como parcerias entre o setor social e a iniciativa privada podem gerar desenvolvimento sustentável e impacto social real em comunidades amazônicas, promovendo o que chamamos de "sustentabilidade humana". VÍDEOS: Mais vistos do g1 Santarém e Região

FONTE: https://g1.globo.com/pa/santarem-regiao/noticia/2026/02/06/em-oriximina-mulheres-fazem-curso-de-construcao-civil-no-projeto-educacao-pela-amazonia.ghtml


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